ATENÇÃO - RENOMEIEM O SEU NOME PARA TORNAREM-SE MEMBROS

31/12/2010

FELIZ ANO NOVO PARA TODOS OS AMIGOS DESTE BLOG

Ter asas é Dançar na chuva...
É plantar uma arvore...
Ver a inocência nos olhos de uma criança...

É ficar bem quietinho ao lado da pessoa
amada...
É subir uma montanha...
É encontrar os
amigos e não falar nada importante, Mas falar, falar muito...
É cantarolar uma
música antiga ...
É arrumar as gavetas, e dar um monte de roupa para quem precisa...
É andar sem rumo, só por andar...
É falar sozinho...
É sorrir para aquele velhinho lá da praça...
É ficar sentado na cozinha, assistindo a
mãe fazer bolo...

Ah ! Ter asas é raspar a panela de brigadeiro com os dedos
É brincar
É rir de si mesmo
É ter um lugar secreto bem lindo e fugir para lá de vez em quando
E ficar de bobeira...
É tomar um banho de cachoeira, nadar em um rio
Ir para a praia, se cobrir de areia e pegar jacaré
Ter asas é viver intensamente as coisas simples e belas
Do dia a dia

Ter asas é ficar em silêncio e ouvir dentro da gente, o Deus emanuel
É isso que desejo para o Ano Novo que está chegando...

Que você tenha asas como das águias!!!!

Que a lua e as estrelas emprestem um pouco do seu brilho, para iluminar o novo ano, e que deus nos dê "asas de águia" para voarmos bem alto na construção de um mundo melhor.
São os votos de Cabo Fernando & Equipe

Menino realiza sonho de andar em viatura da Polícia Militar

Tímido, Ezequiel fez passeio de cerca
de uma hora em carro da polícia
PRESENTE

Criança de oito anos manda carta e PM atende o desejo; 80 homens da corporação se juntaram e deram presentes

O Natal já passou, mas, para um menino de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, o melhor presente chegou ontem. Após enviar uma cartinha para a 202ª companhia da Polícia Militar da cidade, Ezequiel Júnio Alves, de apenas 8 anos, conseguiu realizar um sonho antigo: andar em uma viatura policial.

A carta foi entregue anteontem pela mãe dele, no plantão da corporação. Além do passeio, o garoto também pedia um carrinho de brinquedo que lembrasse uma viatura. "Quando cheguei para trabalhar, fiquei surpreso, principalmente porque já havia passado o Natal e nós nunca tínhamos recebido uma demanda como essa", declarou o capitão Marco Antônio Rodrigues de Oliveira.

Sensibilizados com a iniciativa, os policiais trataram logo de providenciar a realização do sonho do garoto. E eles foram além: cerca de 80 homens da corporação se uniram e juntaram dinheiro para comprar presentes para o menino e sua família.

"Fizemos uma verdadeira força tarefa", contou Oliveira. Ontem, logo cedo, uma patrulha de atendimento básico se deslocou para a casa de Ezequiel. Tímido, o garoto recebeu os quatro militares e ganhou uma bola de futebol e um carrinho de controle remoto.

Após a entrega dos presentes, Ezequiel saiu pelo bairro Sevilha B no veículo que faz a patrulha da região. O passeio durou cerca de uma hora e foi o suficiente para que Ezequiel declarasse o desejo de se tornar um policial militar. Além os presentes e do passeio, a família do menino foi presenteada com uma cesta básica.

Origem: Jornal Super Notícia

Comentário:

Cleonice
Contagem
È isso aí,Ezequiel. . . o seu maior presente é reconhecer o valor destes bravos guerreiros,ser amigo deles então. . .é também um grande exemplo à ser seguido.Com certeza você terá muito o que contar p/ seus amiguinhos,não é? Parabéns à esta Corporação por esta nobre iniciativa.Deus abençôe o trabalho de vocês,e os livre do mal,em nome de Jesus. Feliz Ano Novo à todos!!!!

Uso de fogos de artifício merece atenção especial

Subtenente Luiz Alberto ensina a
maneira certa de soltar foguetes
Réveillon .Casos de acidentes provocados pelo manuseio incorreto do produto crescem na data festiva

A imprudência aliada à embriaguez são as principais responsáveis pelos atendimentos no Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, durante o réveillon. Na noite da virada de ano, o número de atendimentos por ferimentos provocados por fogos de artifício geralmente triplica. Em 2010, já foram 48 casos deste tipo, contra 47, no ano passado.

O subtenente do 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros, Luiz Carlos Pereira, explica que os erros mais frequentes entre os festeiros é o de não ler as instruções de uso nas embalagens dos fogos e desrespeitar a distância mínima de 5m em relação às outras pessoas, na hora de soltar os foguetes de mão.

"No caso do foguete de mão, as pessoas não seguem as instruções e estouram os fogos na ordem errada e, com isso, acabam se ferindo. Além disso, com a chuva e o vento, as pessoas costumam colocar a mão próximas ao isqueiro na hora de acender o artefato explosivo e, com isso, o perigo aumenta", explica o militar.

O chefe do serviço de cirurgia plástica e queimados da Fundação Hospitalar do Estado (Fhemig), Luiz Carlos Eduardo Leão, conta que os ferimentos mais comuns são as queimaduras no rosto, tórax e mãos.

reflexos."O ferimento varia na razão direta da potência do foguete usado. O acidente pode causar queimadura de segundo grau, ou problemas mais graves como surdez, cegueira e a dilaceração de membros. Outra questão é que a maioria das pessoas que se ferem está sob o efeito do álcool. Com isso, elas perdem os reflexos e ficam mais vulneráveis", explica o médico especialista. A recomendação para quem for atingido é colocar um pano úmido e esterilizado e se dirigir imediatamente ao hospital, de preferência ao Pronto-Socorro João XXIII, referência no atendimento nesse tipo de acidente.

No caso do ferimento dar bolhas, o paciente não deve furá-las. Segundo o médico, nos últimos três anos, o número de acidentes com fogos caiu 10% com a intensificação das campanhas educativas. (TT)

Origem: Jornal O Tempo

Polícia mantém buscas por suspeitos de matar militar em tentativa de assalto a salão de beleza no Floramar

A Polícia Militar manteve durante toda a madrugada e intensifica na manhã desta sexta-feira (31) as buscas pelos suspeitos de matarem um soldado da corporação durante uma tentativa de assalto a um salão de beleza no bairro Floramar, na região Norte de Belo Horizonte. De acordo com o tenente Leonardo Moura, do 13º batalhão, policiais de outras companhias auxiliaram nas buscas durante a noite, mas o trio de autores não foi localizado. “Ao longo da madrugada recebemos informações de onde estes homens poderiam estar, mas nada de concreto foi obtido”, conta o militar.
Segundo o tenente, um dos suspeitos já foi identificado por testemunhas por meio de fotos e é conhecido dos militares do 13º batalhão. “Ele já está cadastrado no banco de dados da PM e pessoas que estavam na cena do crime o reconheceram como um dos possíveis autores”, esclarece o tenente.
Ainda conforme o militar, a PM esperava contar com gravações dos circuitos de câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais da região onde ocorreu o crime para tentar obter pistas sobre os suspeitos, mas as imagens não foram gravadas. “Vamos tentar outras câmeras da região que podem ter registrado o momento da fuga, já que eles deixaram o salão de beleza a pé”, diz o tenente Moura.
O crime
O policial militar foi morto a tiros na noite dessa quinta-feira (30) durante uma tentativa de assalto a um salão de beleza no bairro Floramar, na região Norte de Belo Horizonte. Segundo a PM, três homens armados invadiram o salão e anunciaram o assalto. Em seguida, trancaram o militar, que estava de folga e à paisana, e outras pessoas que estavam no local em um banheiro do estabelecimento. Lá, as vítimas foram revistadas e tiveram seus objetos pessoais roubados.
Ao perceberem que o policial estava armado, os autores ficaram nervosos e entraram em luta corporal com a vítima. Em determinado momento, eles atiraram contra o militar, que morreu ainda no local do crime.
O trio fugiu do local a pé levando um DVD, pouco mais de R$ 20 e objetos pessoais das vítimas. Cerca de 50 policiais militares estiveram no local durante a noite para ajudar no levantamento de informações.

Origem: OTEMPOonline

30/12/2010

Governo lança hoje novo documento de identidade

Será lançado hoje, em Brasília, o Registro de Identidade Civil (RIC), o novo documento de identidade dos brasileiros, que deve substituir o atual RG. A carteira de identidade continuará válida pelo menos até que todos os cidadãos tenham sido recadastrados, segundo informações do Ministério da Justiça.

O novo documento conta com diversos mecanismos de segurança, além de um chip, onde estarão armazenadas as impressões digitais do titular e informações como sexo, nacionalidade, data de nascimento, foto, filiação, naturalidade, assinatura, órgão emissor, local de expedição, data de expedição, data de validade do cartão e dados referentes a outros documentos, como título de eleitor e CPF.
Segundo o Ministério da Justiça, com o RIC, cada cidadão passa a ter um número único baseado em suas impressões digitais do Cadastro Nacional de Registro de Identificação Civil, que estará integrado com as bases de dados dos órgãos de identificação dos estados e do Distrito Federal.
As primeiras cidades a participarem do projeto piloto serão Brasília, Rio de Janeiro, Salvador, Hidrolândia (Goiás), Ilha de Itamaracá (Pernambuco), Nísia Floresta (Rio Grande do Norte) e Rio Sono (Tocantins). Nesta primeira etapa, 2 milhões de brasileiros serão selecionados para receber o RIC.
A implantação do RIC ocorrerá em um período de nove anos, com etapas graduais. Os cartões RIC emitidos em 2011 serão custeados pelo Ministério da Justiça e não terão custo para o cidadão ou para os institutos de identificação. O investimento no primeiro ano será de cerca de R$ 90 milhões. Para os próximos anos, o Comitê Gestor do RIC vai definir a origem dos recursos que vão custear as emissões, sendo possível, inclusive, parcerias público-privadas e financiamento internacional.
O lançamento acontece no Salão Negro do Palácio da Justiça, às 12h, e contará com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, do diretor do Instituto Nacional de Identificação, Marcos Elias de Araújo, do diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Renato da Silveira Martini, e do presidente da Casa da Moeda do Brasil, Luiz Felipe Denucci, entre outras autoridades.

Dilma convida 11 ex-companheiras de cela para sua posse

No próximo sábado (1), 11 mulheres com as quais Dilma dividiu cela durante os quase três anos em que ficou presa irão participar da cerimônia de transmissão da faixa presidencial
 
Agência EFE
 
A presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, convidou para sua posse, no próximo sábado (1), 11 mulheres com as quais dividiu cela durante os quase três anos em que esteve presa por seus vínculos com os movimentos de esquerda durante a ditadura militar.

"Na prisão, Dilma já tinha uma presença forte, já era líder e era muito solidária", declarou, em entrevista publicada nesta quinta-feira (30) pelo jornal "O Globo", a jornalista Rose Nogueira, uma das 11 mulheres que entre 1970 e 1972 permaneceu presa junto de Dilma.

As ex-companheiras de cela figuram em um grupo de pessoas próximas a Dilma que foram convidadas especialmente por ela para a cerimônia na qual receberá a faixa presidencial das mãos do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

A socióloga Lenira Machado, outra das mulheres que estiveram no centro de detenção conhecido, à época, como a "Torre das Donzelas", disse ao Globo que, à margem da participação que cada uma tinha na guerrilha, tanto ela quanto Dilma concordavam em que a ditadura devia ser combatida com armas.

"Defendíamos a luta armada, baseada na formação de quadros e não como uma simples aventura", declarou.

Dilma esteve presa e foi torturada por seus vínculos com os pequenos grupos guerrilheiros
Comando de Libertação Nacional (Colina) e VAR-Palmares, mas afirmou que nunca chegou a pegar em armas, tampouco participou de nenhuma das ações dessas células.

Documentos publicados em novembro pelo Ministério da Defesa indicam que os grupos de inteligência do Exército jamais chegaram a comprovar a participação de Dilma em ações armadas, mas que havia "assessorado" à guerrilha na preparação de ataques a bancos e a organização de greves.

A agora presidente eleita foi detida em 1970, quando tinha 23 anos, e com base nos documentos, era classificada pela ditadura como "a Joana d'Arc da subversão".

Nos documentos constam algumas passagens de sua declaração diante da justiça militar após sua captura, nos quais se manifestou "marxista-leninista" e admitiu que o grupo Colina participou de três assaltos a bancos e foi responsável por dois atentados a bombas, nos quais não houve vítimas.

"É uma figura feminina de expressão tristemente notável", mas com uma "dotação intelectual apreciável", dizem os arquivos.

Origem: Revista Época

MAIS UMA DO RONALDINHO DE LULA: EMPRESÁRIO PAGA ALUGUEL DE R$12 MIL DE LULINHA!

Por José Ernesto Credendio e Andreza Matais, na Folha. Comento em seguida:

 
Um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís, mora desde 2007 em apartamento alugado por R$ 12 mil nos Jardins, bairro nobre de São Paulo. Quem paga a conta é uma empresa com contratos com vários governos, entre eles o federal. Lulinha, como Fábio Luís é conhecido, não é sócio da empresa que paga o aluguel.
Mas o Grupo Gol, que alugou o apartamento, é do empresário de mídia e mercado editorial Jonas Suassuna, sócio de Lulinha em um outro negócio, a empresa de conteúdo eletrônico Gamecorp. Primo do ex-senador Ney Suassuna (PMDB-PB), Jonas fez fortuna com venda de CDs da Bíblia gravados por Cid Moreira.
Procurado pela Folha, Jonas Suassuna disse que não vai mais pagar o aluguel para o filho do presidente. O grupo tem contrato com vários governos para venda de livro didático; do governo federal, recebeu valores irrisórios nos últimos oito anos. No prédio, há um apartamento que foi ocupado pelo presidente de uma das maiores usinas de açúcar do país.
Há uma unidade por andar, com quatro suítes e o mesmo número de vagas na garagem. O último pavimento conta com deck e piscina. O valor de cada unidade é estimado em R$ 1,8 milhão. Lulinha disse à Folha que foi morar com o amigo em 2007, quando se separou.
“Ele arcava com o aluguel e eu entrei com os móveis da minha antiga residência e assumi as despesas do apartamento. Há quatro meses pedi para ficar com todo o apartamento, pois me tornei pai, e estamos transferindo o contrato para meu nome.”
Já Suassuna, que mora no Rio, disse que tinha um quarto no apartamento, que usava quando viajava a São Paulo até Lulinha levar a mulher e o filho para lá. A Folha apurou que até hoje é Suassuna quem paga o aluguel, e o dono do imóvel não havia sido contatado até a semana passada para discutir mudança no contrato. Aqui
Comento
O Ronaldinho de Lula é mesmo um portento. Nunca antes da história destepaiz um ex-monitor de Jardim Zoológico teve carreira tão fulminante. Mas também nunca antes da história destepaiz o pai de um monitor de Jardim Zoológico elegeu-se presidente da República!
A gente nota uma coisa curiosa, quase uma tradição familiar. Lulão, o pai de Lulinha, também passou anos morando de favor na casa do “compadre” Roberto Teixeira, aquele que teve atuação tão vistosa - e ruidosa - na venda da Varig.
A gente entende por que Lula fica chateado com a imprensa. É mesmo um absurdo ficar noticiando essas coisas… Que culpa tem Lulinha se um empresário aprecia tanto o seu trabalho? Não é o primeiro? A então Telemar, hoje Oi, foi muito mais generosa…

 
Por Reinaldo Azevedo

Origem: Revista Veja

29/12/2010

Governo de Anastasia tem três novas secretarias

Governador Anastasia anunciou o novo secretariado ao lado do vice, Alberto
Pinto Coelho, e do secretário de Governo, Danilo de Castro

O governador Antonio Anastasia (PSDB) anunciou oficialmente na tarde desta quarta-feira, no Palácio Tiradentes, a sua nova equipe para os próximos quatros anos. A equipe tem a participação dos partidos da base aliada e alguns nomes estratégicos do primeiro escalão foram mantidos. Além disso, foram criadas três novas secretarias: de Estado de Trabalho e Emprego, da Casa Civil e Relações Institucionais e de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas. Os trabalhos visando a Copa do Mundo de 2014 no Brasil ganharam um secretário extraordinário, o economista Sérgio Barroso.

Quatro secretários continuam à frente de suas respectivas. Danilo de Casto permanece no comando da secretaria do Governo, Jorge Souza Marques segue na Saúde, Leonardo Colombini na Fazenda e Renata Vilhena na pasta de Planejamento e Gestão.

Outras 11 secretarias já existentes foram mantidas e serão comandadas por novos secretários São elas: Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Elmiro Nascimento), Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Nárcio Rodrigues), Cultura (Eliane Parreiras), Defesa Social (Lafayete Andrada), Desenvolvimento Econômico (Dorothea Werneck), Desenvolvimento Social (Wander Borges), Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Bilac Pinto), Esporte e da Juventude (Bráulio Braz), Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Adriano Magalhães), Transportes e Obras Públicas (Carlos Melles) e Turismo (Agostinho Patrus Filho).

Foram criadas as secretarias de Estado de Trabalho e Emprego, comandada por Carlos Pimenta, e a da Casa Civil e Relações Institucionais, que terá à frente Maria Coeli Simões, que respondia pela extinta Secretaria Extraordinária de Relações Institucionais. A Secretaria de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas deixa de ser “extraordinária” e se torna efetiva, tendo Gil Pereira à sua frente.

Além das secretarias de Estado, o governador anunciou três secretários extraordinários: da Regularização Fundiária, Manoel Costa, que respondia pela extinta Secretaria Extraordinária de Reforma Agrária; da Copa do Mundo, Sérgio Barroso, que deixa a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e de Gestão Metropolitana, Alexandre Silveira.

Foram anunciados ainda os presidentes das empresas estatais. Na Cemig, permanece o atual presidente, Djalma Morais. Na Copasa, está mantido Ricardo Simões, assim como na Codemig, o atual presidente, Oswaldo Borges.

No Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Matheus Cotta Carvalho assumirá a presidência, tendo José Santana como vice-presidente. Na Gasmig, será presidente Fuad Noman. No Servas, Andrea Neves retorna à presidência.

Para a Secretaria Geral do Governo segue Gustavo Magalhães e na Advocacia geral do estado (AGE), Marco Antonio Romanelli. Assume a Controladoria Geral do Estado, criada a partir da ampliação das atribuições da Auditoria geral do Estado (AUGE), Moacyr Lobato, ex-secretário de Estado de Defesa Social.

No comando da Polícia Militar de Minas Gerais, permanece o coronel Renato Vieira de Souza e a Polícia Civil de Minas Gerais passa a ser chefiada pelo delegado-geral Jairo Léllis. No Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, assume o coronel Sílvio Antonio de Oliveira Melo. No Comando do Gabine Militar permanece o coronel Luiz Carlos Martins.

O governador também anunciou a criação do Escritório de Prioridades Estratégicas, que será chefiado por Tadeu Barreto, atual coordenador do Programa Estado para Resultados.

O deputado estadual Luiz Humberto (PSDB) será o líder do governo na Assembleia.

Novos secretários

Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Elmiro Nascimento
Casa Civil e Relações Institucionais - Maria Coeli Simões
Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - Nárcio Rodrigues
Cultura - Eliane Parreiras
Defesa Social - Lafayete Andrada
Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte - Gil Pereira
Desenvolvimento Econômico - Dorothea Werneck
Desenvolvimento Regional e Política Urbana - Bilac Pinto
Desenvolvimento Social - Wander Borges
Educação - Ana Lúcia Gazolla
Esportes e da Juventude - Bráulio Braz
Fazenda - Leonardo Colombini
Governo - Danilo de Castro
Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - Adriano Magalhães
Planejamento e Gestão - Renata Vilhena
Saúde - Antônio Jorge Souza Marques
Trabalho e Emprego - Carlos Pimenta
Transportes e Obras Públicas - Carlos Melles
Turismo - Agostinho Patrus Filho

Extraordinários
Secretário Extraordinário da Copa do Mundo - Sérgio Barroso
Secretário Extraordinário de Gestão Metropolitana - Alexandre Silveira
Secretário Extraordinário de Regularização Fundiária - Manoel Costa

Nomeações

Cemig - Djalma Morais
Copasa - Ricardo Simões
Codemig - Osvaldo Borges
BDMG - Matheus Cotta Carvalho
Gasmig - Fuad Noman
Servas - Andrea Neves
Secretaria Geral - Gustavo Magalhães
Advocacia Geral do Estado - Marco Antônio Romanelli
Controladoria Geral do Estado - Moacyr Lobato
Gabinete Militar do Governador - Cel. Luiz Carlos Martins
Polícia Militar de Minas Gerais - Cel. Renato Viera de Souza
Polícia Civil - Jairo Léllis
Corpo de Bombeiros - Cel. Sílvio Antonio de Oliveira Melo
Escritório de Prioridades Estratégicas - Tadeu Barreto

Origem: Jornal Estado de Minas

Conheça o Cursos 24 Horas - www.Cursos24Horas.com.br

Na democracia a participação é nossa única e poderosa arma na luta política pelo respeito e valorização profissional

* José Luiz Barbosa

A palavra participação, assim como popular, é de uso freqüente, e não é de hoje que a discussão sobre a participação se realiza. O uso indiscriminado do termo trouxe um vazio ao seu significado.
É relevante, então, que façamos uma advertência: vamos tratar da participação popular. Assim, participação “é uma forma ativa de integração de um indivíduo a um grupo” ou, simplesmente, “participação é um instrumento”.
Demo - define participação enquanto conquista: “participação é conquista”, pois não significaria outra coisa senão um processo.
Correlato a este entendimento, se empregamos o termo participação, ele não poderá ser entendido como dádiva, exatamente porque não seria conquista, mas, sim, uma participação limitada por quem exerce o poder; nem concessão, pois não é fenômeno secundário da política, mas elemento preponderante, fundamental no processo de conquista; não é preexistente, ou seja, não existe antes da conquista.
Os conceitos empregados anteriormente deixam explícito o conteúdo político da participação: seria uma forma de integração dos indivíduos, conquista e processo.
Destarte, identificamos, três funções elementares da participação: educativa, de controle e integração. Mas neste ensaio abordaremos a participação no aspecto educativo, na medida em que o cidadão aprende a reconhecer que os interesses da coletividade estão acima de seus próprios interesses ou de grupos.
Está claro que o fenômeno da participação envolve uma variedade de matizes que se contrapõem de imediato à idéia de participação, a qual ficaria reduzida à simples escolha de representantes paras funções que são delegadas pelo povo.
Essa posição já era defendida por Rousseau, quando refutava a possibilidade de representação, pois a democracia deve ser exercida pelo próprio povo.

       A soberania não pode ser representada pela mesma razão por que não pode ser        alienada, consiste essencialmente na vontade geral e a vontade absolutamente     não se representa. É ela mesma ou é outra, não há meio-termo. Os deputados do       povo não são, nem podem ser seus representantes; não passam de        comissários seus, nada podem concluir definitivamente. É nula toda lei que o    povo diretamente não ratificar; em absoluto, não é lei. O povo inglês pensa ser livre   e muito se engana, pois só o é durante a eleição dos membros do parlamento; uma             vez estes eleitos, ele é escravo, não é nada.
            Durante os breves momentos de sua liberdade, o uso, que dela faz, mostra        que merece perdê-la.”

Entendemos a participação popular como consectário da democracia, e isso não é só por nossa vontade, mas também de nosso ordenamento jurídico constitucional. Para nós, a participação popular é um mecanismo, é um processo, que se realiza na conquista de espaços para o exercício de práticas democráticas e cidadãs, em todos os setores, nas escolas, universidades, sindicatos, bairros e quartéis etc., mas especialmente, em nosso caso, na política e nos partidos. (grifo nosso)
Envolve uma integração entre os vários atores sociais para um constante aprendizado das práticas democráticas, pois uma das funções da participação é a função educativa. A participação popular também gera controle: exercício do poder de fiscalização sobre os atos e as ações dos governantes e de seus representantes.
O “poder emana do povo”, esse é um princípio presente na Constituição Federal. O poder será exercido por representantes eleitos ou diretamente, o que revela a real indicação, da Carta constitucional, da participação popular nos mecanismos do poder. A democracia inspirada pelo texto constitucional não é a democracia representativa clássica, ou seja, não se realiza somente na simples escolha de representantes para ocupar as funções públicas. Ela envolve a idéia de participação popular. Destarte, essa é a indelével concepção que brota em nosso Estado.
O princípio da participação popular exige, portanto, uma realização mais efetiva da soberania popular. Essa efetividade não se concebe somente com a eleição de representantes, periodicamente, ou de outra maneira, com o exercício do voto; mas de modo a realizar o exercício direto de funções públicas pelo povo e das decisões democráticas.
Ao que tudo indica há um esforço para se produzir a apatia política como uma falsa estratégia democrática e, olhando mais atentamente, se poderia constatar esse fenômeno em nações vista como em desenvolvimento, como é o caso do Brasil onde milhares e milhares de cidadãos, incluindo-se aí os policiais e bombeiros militares, desconhecem seus representantes e expressam uma rejeição àquilo que lhes é apresentado como política. (grifo nosso)
Olhando para nossas esferas de governo municipal, estadual e nacional: até onde é possível depositar confiança em nossos representantes, avalizando assim sua legitimidade, e é neste campo que a participação desempenha seu indispensável papel.
Esta alienação é perversa para a democracia, pois onde não há participação, não há atuação conjunta para concretização de direitos fundamentais, muito menos fiscalização, deixando com que os governantes, leia-se dirigentes de entidade de classe, comandantes e líderes, se distanciem dos interesses populares, mesmo porque estes não são demonstrados. (grifo nosso)
SCHOLLER considera que
“um outro elemento de alienação deve ser levado em consideração: o fato de que os representantes do povo tenham se tornado igualmente representantes de interesses organizados, fato este que se apresentou mais claramente nas últimas décadas. Desta maneira, nasce o sentimento de ser governado por poderes invisíveis e de se estar exposto a decisões tomadas longe dos cidadãos e de seus interesses.”

A idéia de participação para concepção deste conceito, é concreta, ou seja, exige o exercício direto da cidadania por parte do povo. SILVA explica que
            Qualquer forma de participação que dependa de eleição não realiza a democracia     participativa, no sentido atual dessa expressão. A eleição consubstancia o principio    representativo, segundo o qual o eleito pratica atos em nome do povo.
            O princípio participativo caracteriza-se pela participação direta e pessoal da       cidadania na formação dos atos e decisões de governo.
A participação direta do povo nos atos de governo deve operar de forma a refletir a vontade do estado, para que haja uma correspondência entre a vontade popular e a vontade estatal. A participação deve se realizar, precipuamente, nos atos deliberativos, que são aqueles que definem as diretrizes de atuação, e não será de outro modo que alcançaremos a tão almejada valorização, respeito e reconhecimento da importância de nossa função estatal, de prover a segurança e proteção dos cidadãos.
Assim pela exposição e argumentos alinhados, podemos constatar que somente seremos ouvidos, respeitados e valorizados se de fato e de direito participarmos e adotarmos medidas para que o Governo, o povo e os parlamentares, no modelo de democracia representativa que adotamos, e neste sentido é constitucional, legal e instrumento de defesa de direitos fundamentais a paralisação das atividades de segurança pública, já que para sermos ouvidos, haveremos de assegurar pela via da greve o espaço necessário que nos cabe no Estado Democrático de Direito, pois na democracia é pela luta que se conquista direitos.                                                                                                                            Daí ser fundamental desenvolver a consciência critica de que sem a participação seremos sempre tutelados em nossos direitos, manipulados em nossa vontade, e andaremos às cegas na arena política, nos tornando reféns e MASSA DE MANOBRA, de políticos mal intencionados e corrompidos pelo poder, seja estes cidadãos comuns ou militares.

2º Sgt PM, Bacharel em direito, Presidente da Associação Cidadania e Dignidade e fundador do blog.

MINISTÉRIO PÚBLICO CONTESTA PEC 300 NA JUSTIÇA

O Ministério Público da Paraíba entrou com uma ação civil pública pedindo a suspensão da aplicação das leis nº 9.245, 9.246 e 9.247, conhecidas como PEC 300, aprovadas e sancionadas em outubro deste ano, que estabelecem aumento salarial para os policiais militares, civis, agentes de segurança penitenciária e técnicos penitenciários.

O procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, disse que Promotoria do Patrimônio Público da Capital foi provocada pela Associação da Polícia Civil acerca da isonomia dos salários em relação ao que foi feito no estado de Sergipe. A partir daí, os promotores, que atuam no patrimônio público, entraram com pedido de informações no Tribunal de Contas.

O resultado da consulta apontou graves irregularidades na edição das leis: a primeira ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, por tratar-se de período vedado; e o segundo, a não previsão na Lei Orçamentária do Estado para 2011, que foi encaminhada para a Assembleia Legislativa e nem o lastro financeiro para os gastos.

Na ação do Ministério Público, há um pedido de liminar “para que sejam suspensos todos e quaisquer acréscimos remuneratórios e demais efeitos patrimoniais decorrentes das leis, que importem em aumento de despesas com pessoal”. No mérito, pede a declaração de nulidade plena das leis.

“As informações que chegaram do Tribunal de Contas ao Ministério Público demonstraram uma irregularidade ainda mais gritante, ou seja, não só não era possível a isonomia, como não era possível que as leis fossem editadas nas condições como foram, por atingirem frontalmente duas situações: o artigo 21 da LRF, em seu parágrafo único, que é taxativo em dizer que todo ato que aumente despesa de pessoal, e que esse ato seja expedido nos 180 dias do término do mandato do gestor, é nulo de pleno direito”, afirmou Trigueiro.

Segundo o procurador, também buscou averiguar se houve algum um tipo de remanejamento da apreciação do orçamento para o ano de 2011 do Estado, que pudesse fazer face ao custo das despesas, que são da ordem de R$ 240 milhões nos próximos 18 meses. Segundo as informações colhidas, não foi feito nenhum remanejamento e nenhuma modificação orçamentária, que pudesse viabilizar o aumento proposto. “O Ministério Público, neste ponto, entende que a ordem jurídica foi confrontada, e que é dever constitucional do MP zelar pela legalidade”, observou.

Para o procurador-geral de Justiça, é preciso que os policiais entendam a situação de que a lei que foi posta é absolutamente nula, pois assim diz taxativamente a LRF. Lembrou que o estado democrático de direito pede que a coisa pública seja tratada com transparência, lisura e verdade, e é isso que o Ministério Público está fazendo. “Acho que a polícia deve se organizar e abrir o espaço de diálogo com o novo condutor político do estado, que neste caso é o governador eleito”.

Ele garantiu que o próprio Ministério Público se propõe a estar presente nesse processo, para que, em uma mesa redonda com as Associações, com a representação política dos policiais, e com os próprios policiais, se possa discutir, de forma concreta, transparente e participativa, as novas leis de aumentos que possam ser cumpridas.
Fonte:
O Norte

28/12/2010

PISO DE POLICIAIS E BOMBEIROS DEVE SER PRIORIDADE DA CÂMARA EM 2011

Faria de Sá: salário inicial de policial militar do Rio é de R$ 30 por dia, menos do que é pago para uma diarista. 

A votação da proposta que estabelece um piso nacional para os policiais militares, civis e bombeiros militares (PECs 446/09 e 300/08) é uma das prioridades da
Câmara no início da próxima legislaturaEspaço de tempo durante o qual os legisladores exercem seu poder. No Brasil, a duração da legislatura é de quatro anos. . A previsão é do presidente da Câmara, Marco Maia, que também é candidato à Presidência da Casa a partir de 2011.
A medida chegou a ser aprovada em primeiro turno na Câmara em março de 2010, mas ainda é necessária a aprovação em segundo turno, por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC). O que dificulta
essa segunda etapa de votação é que o custo do piso unificado chega a R$
43 bilhões. E, desse valor, R$ 20 bilhões teriam que ser arcados pelos
governos estaduais, que garantem não ter como assumir esse compromisso.
Segundo o autor da PEC 300, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), havia um acordo para votação do texto em segundo turno antes do fim do ano, mas esse acordo foi descumprido. "Nós insistiremos agora na votação
em 2011 e no compromisso do então presidente Marco Maia de que será
formada uma comissão para discutir com os governadores a forma de
implementação e implantação do piso”, disse Faria de Sá. O parlamentar
ressaltou que o salário inicial de um policial militar no Rio de Janeiro
é R$ 900, o que representa R$ 30 por dia. “É menos do que uma diarista.
Isso é uma heresia, pelo trabalho que ele faz”, complementou.
Na avaliação do deputado Maurício Trindade (PR-BA), faltou negociação para a aprovação da medida. “O problema é que querem um supersalário para todo o Brasil, e os governadores fazem suas contas, veem que não é
possível e barram o projeto inteiro. No fim, você deixa de pagar o
salário dos estados que poderiam pagar.”
                                                             Paulo Pereira não vê polêmica na
                                                    proposta, após acordo para que piso não
                                                                     seja mais de R$ 3.500.  

Já o líder do PDT, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), não vê polêmica na proposta após o acordo com a polícia do País inteiro para que o piso não seja mais de R$ 3.500, valor que dificultava a
negociação. “Ficou acertado entre as lideranças da Câmara e as
lideranças do movimento da polícia que, seis meses após a aprovação da
proposta, o governo deve encaminhar ao Congresso um projeto de lei para
regulamentar o piso. Portanto, é uma coisa que ainda vai demorar para
acontecer", ressaltou.
Estados são contrários
Tanto os governadores aliados à presidente Dilma Rousseff quanto os de oposição são contrários à proposta. Segundo o governador
reeleito da Bahia Jaques Wagner, a PEC é uma intromissão no orçamento
dos estados e fere o princípio federativo, uma cláusula pétrea da
Constituição. "Além de impor uma despesa, acaba sendo uma violência à
liberdade de cada ente da Federação de fazer sua gestão de pessoal",
garante.

A proposta acrescenta dois parágrafos ao artigo 144 da Constituição. Um deles estabelece a existência de um piso nacional para policiais e bombeiros militares. O outro prevê uma lei que regulará o valor do piso e
de um fundo contábil para financiar o pagamento do salário.

O texto principal foi votado em março, mas faltam quatro destaquesMecanismo pelo qual os deputados podem retirar (destacar) parte da proposição a ser votada, ou uma emenda apresentada ao texto, para ir a voto depois da
aprovação do texto principal.
que modificam bastante a
proposta aprovada, inclusive as questões fundamentais do acordo: dois
destaques retiram do texto o valor do piso, estabelecido na proposta em
R$ 3,5 mil para os ocupantes de cargos básicos e em R$ 7 mil para os
cargos de direção; e outros dois derrubam o fundo e a participação da
União nos pagamentos.

REGULAMENTO DISCIPLINARES ARCAICOS E INCONSTITUCIONAIS ESTÃO COM SEUS DIAS CONTADOS

 leia a portaria conjunta do Ministério da Justiça e da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, publicada recentemente em DOU, que derrubará a "lei da mordaça" contra nós, militares dos Estados, colocando fim às arbitrariedades cometidas ainda nos dias de hoje. Leiam com atenção e, se possível, repassem por e-mail ou imprimam e divulguem em suas unidades."PORTARIA INTERMINISTERIAL SEDH/MJ Nº 2, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2010Estabelece as Diretrizes Nacionais de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos dos Profissionais de Segurança Pública.

O MINISTRO DE ESTADO CHEFE DA SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA e o MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA, no uso das atribuições que lhes conferem os incisos I e II, do parágrafo único, do art. 87, da Constituição Federal de 1988, resolvem:

Art. 1º Ficam estabelecidas as Diretrizes Nacionais de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos dos Profissionais de Segurança Pública, na forma do Anexo desta Portaria.

Art. 2º A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e o Ministério da Justiça estabelecerão mecanismos para estimular e monitorar iniciativas que visem à implementação de ações para efetivação destas diretrizes em todas as unidades federadas, respeitada a repartição de competências prevista no art. 144 da Constituição Federal de 1988.

Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

PAULO DE TARSO VANNUCHI
Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
LUIZ PAULO TELES FERREIRA BARRETO
Ministro de Estado da Justiça

ANEXO

DIREITOS CONSTITUCIONAIS E PARTICIPAÇÃO CIDADÃ

1) Adequar as leis e regulamentos disciplinares que versam sobre direitos e deveres dos profissionais de segurança pública à Constituição Federal de 1988.2) Valorizar a participação das instituições e dos profissionais de segurança pública nos processos democráticos de debate, divulgação, estudo, reflexão e formulação das políticas públicas relacionadas com a área, tais como conferências, conselhos, seminários, pesquisas, encontros e fóruns temáticos.
3) Assegurar o exercício do direito de opinião e a liberdade de expressão dos profissionais de segurança pública,
especialmente por meio da Internet, blogs, sites e fóruns de discussão, à luz da Constituição Federal de 1988.4) Garantir escalas de trabalho que contemplem o exercício do direito de voto por todos os profissionais de segurança pública.

VALORIZAÇÃO DA VIDA

5) Proporcionar equipamentos de proteção individual e coletiva aos profissionais de segurança pública, em quantidade e qualidade adequadas, garantindo sua reposição permanente, considerados o desgaste e prazos de validade.
6) Assegurar que os equipamentos de proteção individual contemplem as diferenças de gênero e de compleição física.
7) Garantir aos profissionais de segurança pública instrução e treinamento continuado quanto ao uso correto dos equipamentos de proteção individual.
8) Zelar pela adequação, manutenção e permanente renovação de todos os veículos utilizados no exercício profissional, bem como assegurar instalações dignas em todas as instituições, com ênfase para as condições de segurança, higiene, saúde e ambiente de trabalho.
9) Considerar, no repasse de verbas federais aos entes federados, a efetiva disponibilização de equipamentos de proteção individual aos profissionais de segurança pública.

DIREITO À DIVERSIDADE

10) Adotar orientações, medidas e práticas concretas voltadas à prevenção, identificação e enfrentamento do racismo nas instituições de segurança pública, combatendo qualquer modalidade de preconceito.
11) Garantir respeito integral aos direitos constitucionais das profissionais de segurança pública femininas, considerando as especificidades relativas à gestação e à amamentação, bem como as exigências permanentes de cuidado com filhos crianças e adolescentes, assegurando a elas instalações físicas e equipamentos individuais específicos sempre que necessário.
12) Proporcionar espaços e oportunidades nas instituições de segurança pública para organização de eventos de integração familiar entre todos os profissionais, com ênfase em atividades recreativas, esportivas e culturais voltadas a crianças, adolescentes e jovens.
13) Fortalecer e disseminar nas instituições a cultura de nãodiscriminação e de pleno respeito à liberdade de orientação sexual do profissional de segurança pública, com ênfase no combate à homofobia.
14) Aproveitar o conhecimento e a vivência dos profissionais de segurança pública idosos, estimulando a criação de espaços institucionais para transmissão de experiências, bem como a formação de equipes de trabalho composta por servidores de diferentes faixas etárias para exercitar a integração inter-geracional.
15) Estabelecer práticas e serviços internos que contemplem a preparação do profissional de segurança pública para o período de aposentadoria, estimulando o prosseguimento em atividades de participação cidadã após a fase de serviço ativo.
16) Implementar os paradigmas de acessibilidade e empregabilidade das pessoas com deficiência em instalações e equipamentos do sistema de segurança pública, assegurando a reserva constitucional de vagas nos concursos públicos.

SAÚDE

17) Oferecer ao profissional de segurança pública e a seus familiares, serviços permanentes e de boa qualidade para acompanhamento e tratamento de saúde.
18) Assegurar o acesso dos profissionais do sistema de segurança pública ao atendimento independente e especializado em saúde mental.
19) Desenvolver programas de acompanhamento e tratamento destinados aos profissionais de segurança pública envolvidos em ações com resultado letal ou alto nível de estresse.
20) Implementar políticas de prevenção, apoio e tratamento do alcoolismo, tabagismo ou outras formas de drogadição e dependência química entre profissionais de segurança pública.
21) Desenvolver programas de prevenção ao suicídio, disponibilizando atendimento psiquiátrico, núcleos terapêuticos de apoio e divulgação de informações sobre o assunto.
22) Criar núcleos terapêuticos de apoio voltados ao enfrentamento da depressão, estresse e outras alterações psíquicas.
23) Possibilitar acesso a exames clínicos e laboratoriais periódicos para identificação dos fatores mais comuns de risco à saúde.
24) Prevenir as conseqüências do uso continuado de equipamentos de proteção individual e outras doenças profissionais ocasionadas por esforço repetitivo, por meio de acompanhamento médico especializado.
25) Estimular a prática regular de exercícios físicos, garantindo a adoção de mecanismos que permitam o cômputo de horas de atividade física como parte da jornada semanal de trabalho.
26) Elaborar cartilhas voltadas à reeducação alimentar como forma de diminuição de condições de risco à saúde e como fator de bem-estar profissional e auto-estima.

REABILITAÇÃO E REINTEGRAÇÃO

27) Promover a reabilitação dos profissionais de segurança pública que adquiram lesões, traumas, deficiências ou doenças ocupacionais em decorrência do exercício de suas atividades.
28) Consolidar, como valor institucional, a importância da readaptação e da reintegração dos profissionais de segurança pública ao trabalho em casos de lesões, traumas, deficiências ou doenças ocupacionais adquiridos em decorrência do exercício de suas atividades.
29) Viabilizar mecanismos de readaptação dos profissionais de segurança pública e deslocamento para novas funções ou postos de trabalho como alternativa ao afastamento definitivo e à inatividade em decorrência de acidente de trabalho, ferimentos ou seqüelas.

DIGNIDADE E SEGURANÇA NO TRABALHO

30) Manter política abrangente de prevenção de acidentes e ferimentos, incluindo a padronização de métodos e rotinas, atividades de atualização e capacitação, bem como a constituição de comissão especializada para coordenar esse trabalho.
31) Garantir aos profissionais de segurança pública acesso ágil e permanente a toda informação necessária para o correto desempenho de suas funções, especialmente no tocante à legislação a ser observada.
32) Erradicar todas as formas de punição envolvendo maus tratos, tratamento cruel, desumano ou degradante contra os profissionais de segurança pública, tanto no cotidiano funcional como em atividades de formação e treinamento.
33) Combater o assédio sexual e moral nas instituições, veiculando campanhas internas de educação e garantindo canais para o recebimento e apuração de denúncias.
34) Garantir que todos os atos decisórios de superiores hierárquicos dispondo sobre punições, escalas, lotação e transferências sejam devidamente motivados e fundamentados.
35) Assegurar a regulamentação da jornada de trabalho dos profissionais de segurança pública, garantindo o exercício do direito à convivência familiar e comunitária.

SEGUROS E AUXÍLIOS

36) Apoiar projetos de leis que instituam seguro especial aos profissionais de segurança pública, para casos de acidentes e traumas incapacitantes ou morte em serviço.
37) Organizar serviços de apoio, orientação psicológica e assistência social às famílias de profissionais de segurança pública para casos de morte em serviço.
38) Estimular a instituição de auxílio-funeral destinado às famílias de profissionais de segurança pública ativos e inativos.

ASSISTÊNCIA JURÍDICA

39) Firmar parcerias com Defensorias Públicas, serviços de atendimento jurídico de faculdades de Direito, núcleos de advocacia pro bono e outras instâncias de advocacia gratuita para assessoramento e defesa dos profissionais de segurança pública, em casos decorrentes do exercício profissional.
40) Proporcionar assistência jurídica para fins de recebimento de seguro, pensão, auxílio ou outro direito de familiares, em caso de morte do profissional de segurança pública.

HABITAÇÃO

41) Garantir a implementação e a divulgação de políticas e planos de habitação voltados aos profissionais de segurança pública, com a concessão de créditos e financiamentos diferenciados.

CULTURA E LAZER

42) Conceber programas e parcerias que estimulem o acesso à cultura pelos profissionais de segurança pública e suas famílias, mediante vales para desconto ou ingresso gratuito em cinemas, teatros, museus e outras atividades, e que garantam o incentivo à produção cultural própria.
43) Promover e estimular a realização de atividades culturais e esportivas nas instalações físicas de academias de polícia, quartéis e outros prédios das corporações, em finais de semana ou outros horários de disponibilidade de espaços e equipamentos.
44) Estimular a realização de atividades culturais e esportivas desenvolvidas por associações, sindicatos e clubes dos profissionais de segurança pública.

EDUCAÇÃO

45) Estimular os profissionais de segurança pública a frequentar programas de formação continuada, estabelecendo como objetivo de longo prazo a universalização da graduação universitária.
46) Promover a adequação dos currículos das academias à Matriz Curricular Nacional, assegurando a inclusão de disciplinas voltadas ao ensino e à compreensão do sistema e da política nacional de segurança pública e dos Direitos Humanos.
47) Promover nas instituições de segurança pública uma cultura que valorize o aprimoramento profissional constante de seus servidores também em outras áreas do conhecimento, distintas da segurança pública.
48) Estimular iniciativas voltadas ao aperfeiçoamento profissional e à formação continuada dos profissionais de segurança pública, como o projeto de ensino a distância do governo federal e a Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp).
49) Assegurar o aperfeiçoamento profissional e a formação continuada como direitos do profissional de segurança pública.

PRODUÇÃO DE CONHECIMENTOS

50) Assegurar a produção e divulgação regular de dados e números envolvendo mortes, lesões e doenças graves sofridas por profissionais de segurança pública no exercício ou em decorrência da profissão.
51) Utilizar os dados sobre os processos disciplinares e administrativos movidos em face de profissionais de segurança pública para identificar vulnerabilidades dos treinamentos e inadequações na gestão de recursos humanos.
52) Aprofundar e sistematizar os conhecimentos sobre diagnose e prevenção de doenças ocupacionais entre profissionais de segurança pública.
53) Identificar locais com condições de trabalho especialmente perigosas ou insalubres, visando à prevenção e redução de danos e de riscos à vida e à saúde dos profissionais de segurança pública.
54) Estimular parcerias entre universidades e instituições de segurança pública para diagnóstico e elaboração de projetos voltados à melhoria das condições de trabalho dos profissionais de segurança pública.
55) Realizar estudos e pesquisas com a participação de profissionais de segurança pública sobre suas condições de trabalho e a eficácia dos programas e serviços a eles disponibilizados por suas instituições.

ESTRUTURAS E EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

56) Constituir núcleos, divisões e unidades especializadas em Direitos Humanos nas academias e na estrutura regular das instituições de segurança pública, incluindo entre suas tarefas a elaboração de livros, cartilhas e outras publicações que divulguem dados e conhecimentos sobre o tema.
57) Promover a multiplicação de cursos avançados de Direitos Humanos nas instituições, que contemplem o ensino de matérias práticas e teóricas e adotem o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos como referência.
58) Atualizar permanentemente o ensino de Direitos Humanos nas academias, reforçando nos cursos a compreensão de que os profissionais de segurança pública também são titulares de Direitos Humanos, devem agir como defensores e promotores desses direitos e precisam ser vistos desta forma pela comunidade.
59) Direcionar as atividades de formação no sentido de consolidar a compreensão de que a atuação do profissional de segurança pública orientada por padrões internacionais de respeito aos Direitos Humanos não dificulta, nem enfraquece a atividade das instituições de segurança pública, mas confere-lhes credibilidade, respeito social e eficiência superior.

VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL

60) Contribuir para a implementação de planos voltados à valorização profissional e social dos profissionais de segurança pública, assegurado o respeito a critérios básicos de dignidade salarial.
61) Multiplicar iniciativas para promoção da saúde e da qualidade de vida dos profissionais de segurança pública.
62) Apoiar o desenvolvimento, a regulamentação e o aperfeiçoamento dos programas de atenção biopsicossocial já existentes.
63) Profissionalizar a gestão das instituições de segurança pública, fortalecendo uma cultura gerencial enfocada na necessidade de elaborar diagnósticos, planejar, definir metas explícitas e monitorar seu cumprimento.
64) Ampliar a formação técnica específica para gestores da área de segurança pública.
65) Veicular campanhas de valorização profissional voltadas ao fortalecimento da imagem institucional dos profissionais de segurança pública.
66) Definir e monitorar indicadores de satisfação e de realização profissional dos profissionais de segurança pública.
67) Estimular a participação dos profissionais de segurança pública na elaboração de todas as políticas e programas que os envolvam.

DOU 16/12/2010"
Palavras do capitão assunção Deputado Federal..
Uma portaria conjunta do Ministério da Justiça e da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, publicada recentemente em DOU, com a finalidade de extinguir a "lei da mordaça" contra nós, militares dos Estados, colocará fim às arbitrariedades cometidas pelos senhores-oficiais-feudais das políciais e bombeiros militares. É o fim dos regulamentos anti-democráticos ainda em vigor, já que a texto decreta que as Instituições Militares Estaduais deverão adequar-se à atual realidade do Estado Democrático de Direito, vigente em Carta Maior, desde 1988.

E é criando na legislação a oportunidade que as mudanças começarão a tomar forma, já que através do texto legal, poderemos utilizar mais esta ferramenta, acionando o Judiciário em caso de uma possível arbitrariedade de algum superior-semi-Deus-hierárquico utilizar de seu arcaico regulamento para punições privativas de liberdade sem a ampla defesa e o contraditórios garantidos em Carta Maior, pondo fim a arrogância de pessoas que não estudaram, mas se acham superiores por apenas carregarem estrelas em seus ombros. AGORA EU QUERO VER!!!

Portaria, com várias garantias expostas, para que todos os profissionais de segurança pública copiem, colem, imprimam e de preferência, DECOREM, pois será a nossa ferramenta de defesa inseparável e diuturna.

E não deixem que te digam que não tem força de lei e patati-patatá, pois o texto foi publicado em Diário Oficial da União e, portanto, tem força normativa Federal. Logo, está acima dos regulamentos internos das instituições estaduais, que foram editados através de decretos estaduais não recepcionados pela CRFB/88. Uma pena... E logo, logo virá uma Lei Ordinária Federal. E aí senhores... Bem, será a nossa Carta de Alforria....
Origem: Notícias da caserna

Desafios do governo Dilma:segurança pública

Hoje quase metade dos brasileiros vive sob sensação de insegurança. Série do G1 analisa os principais desafios do próximo governo federal

No último dia 18 de novembro, o corpo de um jovem de 18 anos foi encontrado em meio a uma das plantações de cacau remanescentes de Itabuna, a 420 km de Salvador.

Com marcas de tiros e agressões, José Carlos Gomes Batista, conhecido como “Lasca Gato”, foi vítima de um possível acerto de contas, pois era investigado por homicídio na mesma região.

Desafios do governo Dilma
27/12 Seguranaça
28/12 Educação
29/12 Inclusão digital
30/12 Política externa
31/12 Saúde
01/01 Trabalho
02/01 Infraestrutura

A criminalidade na cidade do sul baiano avançou no compasso do declínio da cultura do cacau, dizimada nos últimos 20 anos pela praga da vassoura-de-bruxa.

Atinge sobretudo os jovens, o que rendeu ao município a liderança nacional em exposição da juventude à violência. O índice divulgado pelo governo federal em 2009 considera outros cinco indicadores: homicídios, acidentes de trânsito, emprego ou frequência na escola, pobreza e desigualdade.

Como milhares de crimes semelhantes pelo país, a morte de “Lasca Gato” e a situação em Itabuna expõem, em escala local, os desafios da gestão Dilma Rousseff (PT) na área de segurança pública.

A violência e a insegurança ocupam o centro da agenda pública desde o cerco policial e militar contra o tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na capital fluminense, no final de novembro. A intensidade do confronto amplificou ao mundo a dimensão do problema no país.

A despeito do avanço econômico brasileiro recente, a violência de rua segue disseminada no país, sobretudo em grandes centros urbanos. A taxa de homicídios cresceu 32% de 1992 a 2007, de 19,2 mortes por 100 mil habitantes para 25,2, índice que na América do Sul só é inferior aos de Colômbia e Venezuela.

Novos estudos confirmam a situação: segundo pesquisa divulgada pelo IBGE neste mês, quase a metade dos brasileiros com dez anos ou mais (47,2%) se sentem inseguros na cidade em que vivem. E de 3.950 municípios brasileiros (71% do total) consultados pela Confederação Nacional de Municípios, 98% disseram registrar problemas relacionados a drogas como o crack.

A presidente eleita baseou sua plataforma de segurança na continuidade de programas como o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) e na aposta em iniciativas como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro.
Analistas consultados pelo G1 elogiam a ênfase, nas propostas de Dilma, em ações de capacitação de pessoal e em ações de policiamento comunitário, típicas do Pronasci e das UPPs.

Apontam, contudo, falta de soluções estruturais para problemas crônicos da segurança pública no país, como a elevada taxa de homicídios, 60 mil inquéritos de assassinatos sem solução desde 2007, população carcerária de 494 mil pessoas e reincidência criminal de 60% a 70%.

“Nosso sistema prisional é um caos, temos uma das polícias mais violentas do mundo, com controle externo sucateado. E os candidatos não discutiram na campanha temas importantes como currículo único para as polícias, piso salarial”, critica o professor da PUC-MG e especialista em segurança pública Robson Sávio.

Salário dos policiais é bomba para Dilma desarmar
E é justamente a remuneração da classe policial que deve causar à nova presidente as primeiras dores de cabeça no campo da segurança.

Policiais civis e militares pressionam pela aprovação, no Congresso, de proposta que cria um piso salarial nacional para as corporações. O governo diz que a iniciativa irá custar R$ 43 bilhões e descartou aprová-la neste ano, o que já motiva ameaça de greve geral das categorias.

“A Dilma fugiu do assunto segurança nas eleições. Se não conseguirmos votar o projeto o indicativo é de greve nacional”, disse o soldado da Brigada Militar gaúcha Leonel Lucas, que preside a associação das entidades de cabos, soldados e bombeiros do país.

Em campanha, Dilma enfatizou a defesa do modelo das UPPs do governo Sérgio Cabral (PMDB-RJ). Metodologia de ação policial em áreas de risco, o programa emprega hoje cerca de 2.000 policiais em 12 unidades, instaladas em áreas até então dominadas pelo tráfico de drogas.

Pela ótica federal, as UPPs serão os PPCs (Postos Policiais Comunitários), unidades dotadas de quatro veículos, central de inteligência e videomonitoramento. O programa de Dilma prevê R$ 1,6 bilhão para construção de 2.883 desses postos no país.

Para Denis Mizne, diretor do Instituto Sou da Paz, o enfoque de Dilma parece desconsiderar as especificidades da iniciativa carioca.

“A UPP é uma estratégia construída para o Rio de Janeiro. Não consigo visualizar outra cidade que tenha quantidade de território relevante tomada pelo crime”, afirma Mizne, que também vê com desconfiança a publicidade em torno da iniciativa.

Continuidade do Pronasci é eixo da plataforma de Dilma
Outra aposta de Dilma é a ampliação do Pronasci. Criado em 2007, o programa promete articular segurança e ações sociais. Concentra gastos no pagamento do Bolsa-Formação, um auxílio de R$ 443 para policiais civis e militares, bombeiros, peritos e agentes penitenciários que ganham até R$ 1.700.

Dos R$ 620 milhões pagos pelo Pronasci no primeiro semestre de 2010, R$ 414 milhões (67% do total) foram para o Bolsa-Formação, segundo dados reunidos pela ONG Contas Abertas. Desde seu início, em 2008, o programa pagou R$ 1,3 bilhão em bolsas a 231.945 agentes de segurança pelo país.

Para ter direito ao benefício, os agentes de segurança devem participar de cursos da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a maior parte à distância.

Há críticas ao mecanismo entre a classe policial. “É um ‘bolsa cala boca’”, diz Jorge da Silva, cientista político e coronel da reserva da PM-RJ, aludindo ao que vê como função “apaziguadora de ânimos” do complemento de renda. “O Bolsa-Formação não é direito, é um benefício que é extinto, pois dura no máximo dois anos”, lembra o tenente da PM-BA Danilo Ferreira.

“O Pronasci é um belo programa, fundado em ótimos pressupostos e inspirado pelas melhores intenções. Entretanto, seus resultados são limitados, seja pela fragmentação das iniciativas, seja pela falta de uma reforma institucional da segurança”, avalia o ex-secretário nacional de Segurança Luiz Eduardo Soares, coordenador do programa para o setor da campanha à Presidência da senadora Marina Silva (PV-AC).

Para Soares, a reforma institucional da segurança, principal desafio do setor no Brasil, foi ignorada na última campanha eleitoral. Deve incluir, afirma, a revisão do papel das polícias no país, que constitucionalmente atribui funções de policiamento ostensivo à Polícia Militar e de investigação à Polícia Civil.

“Trata-se de nossa jabuticaba institucional: uma originalidade brasileira. Defendo que o ciclo do trabalho policial deixe de ser fraturado e dividido”, diz Soares.

Outro dos desafios a enfrentar, afirma Mizne, do instituto Sou da Paz, é o do caos no sistema prisional e o do baixo índice de recuperação dos presos, situações em que a experiência de Itabuna, na Bahia, também reflete um problema nacional.

Como não há unidades de internação em regime fechado para adolescentes infratores na região, os condenados devem cumprir medidas em Salvador, a mais de 400 km.“Isso corta o vínculo com a família e dificulta a recuperação”, diz Allan Gois, promotor da Infância e Juventude da cidade baiana.

A população carcerária brasileira cresceu 143% de 1995 a 2005, de pouco mais de 148 mil presos para 361.402. Após esse período, o ritmo cai para uma taxa anual de 5 a 7%, e atinge 494 mil em 2009, um avanço de 31% em quatro anos. Apesar da redução no ritmo, ainda há déficit de vagas de 194 mil.

"Não há dinheiro no mundo para dar conta de vigiar e encarcerar presos de modo decente", afirma o especialista em segurança Marcos Rolim. Para ele, a solução para o problema envolve mudanças na legislação penal, para limitar penas de prisão a crimes violentos e reduzir o número de presos provisórios (sem sentença), que chegam a 44% do total do país.

Outro ponto fundamental, diz Rolim, é ampliar a reintegração social de egressos do sistema prisional, hoje inexistente no país, por meio de medidas como a concessão de bolsas para capacitação profissional de ex-presidiários.

Fonte:
G1