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29/02/2012

VEREADORES DA CÂMARA DE BH ENVOLVIDOS NO CASO DE PROPINAS DO BOULEVARD SHOPPING, CONTINUAM AFASTADOS MAS RECEBENDO OS POUPUDOS SALÁRIOS

TJMG mantém o vereador da propina fora da Câmara de BH

Acusado de cobrança para aprovação do Boulevard Shopping, Hugo Thomé (PMN) vai continuar recebendo salário

Carlos Rhienck
tj julgamento recurso hugo thome
Por unanimidade, os desembargadores da 6ª Câmara Cível, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) rejeitaram nesta terça-feira (28) um recurso apresentado pelo vereador de Belo Horizonte Hugo Thomé (PMN) para voltar ao cargo na Câmara Municipal de Belo Horizonte.
Juntamente com o colega Carlúcio Gonçalves (PR), Thomé foi afastado e teve os bens bloqueados em novembro do ano passado. Os dois são réus em um processo de improbidade administrativa movido pelo Ministério Público Estadual (MPE), acusados de intermediarem as negociações de cobrança de propina para aprovar a toque de caixa o projeto de lei que autorizou a construção do  Boulevard Shopping, também conhecido como shopping do América.
Relator do recurso proposto pela defesa de Thomé, o desembargador Edivaldo George dos Santos entendeu que a permanência do réu no cargo poderia atrapalhar o andamento do processo. “Há fortes indícios de improbidade”, anotou o magistrado em seu voto, que foi seguido pelos desembargadores Edílson Fernandes e Maurício Barros.
Também afastado do cargo, Carlúcio Gonçalves entrou com um agravo de instrumento (recurso), mas ele não foi incluído, nesta terça-feira, na pauta de julgamento do TJMG por falta de tempo hábil.
Vão perder gabinetes, mas manterão salários
Com a decisão, Thomé e Carlúcio serão obrigados a esvaziar os gabinetes e exonerar seus assessores até 1º de março, 60 dias depois da decisão de primeira instância, que definiu pelo afastamento deles, conforme prevê o regimento interno da Casa. Cada parlamentar pode destinar até R$ 28 mil para custear o salário de até 15 assessores de confiança (sem concurso público).
No entanto, segundo informou o presidente da Câmara, Léo Burguês (PSDB), por meio de sua assessoria de imprensa, os dois suplentes Betinho Duarte (PSB) e Pastor Maurício (PTN) não serão convocados enquanto o processo não tiver julgamento em definitivo. Já os salários dos dois, segundo a assessoria de Burguês, continuará sendo pago pela Câmara por determinação da Justiça.
Além deles, os vereadores Geraldo Félix (PMDB), Alberto Rodrigues (PV), Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB) e os ex-parlamentares Reinaldo Lima (PV), Índio (PTN), Vinícius Dantas (PT), Valdivino Pereira (PTC) e Balbino das Ambulâncias (PSL), delator do golpe, tiveram os sigilos fiscais quebrados. 
Procurado no celular e em seu gabinete, Thomé não retornou aos pedidos de entrevista.

 propinotudo camara


1 comentários:

  1. Esse tal de peessssimo nono tem muitos covardes é a pior tropa que já conheci em toda minas gerais.Ainda aparecem os trairas da propria classe covardes e falsos D+ ok só JESÚS na causa dos mais fracos e oprimidos.

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