Mãe de Eloá acredita que PM teve culpa no assassinato e pede indenização
Lindemberg Alves, ex-namorado da jovem, confessou o crime e foi condenado a mais de 98 anos de prisão
Daia Oliver/R7
Ana Cristina Pimentel disse que não perdoa Lindemberg
A mãe de Eloá Pimentel, jovem morta há mais de três anos pelo ex-namorado Lindemberg Alves, disse nesta segunda-feira (27) que move um processo contra a Polícia Militar de São Paulo. Ana Cristina Pimentel, acredita que 50% da culpa pelo assassinato de sua filha se deve ao despreparo da PM. "Lindemberg é o culpado. Mas a polícia também errou, porque me deu esperanças de que ela sairia viva. A polícia teve chances e não fez", disse.
Ela se refere a forma desastrosa que terminou a negociação do fim sequestro de Eloá, que ficou quase 100 horas refém de seu ex-namorado. O advogado da família da vítima, Ademar Gomes, contou que já entrou com uma ação na Justiça contra o Estado pedindo danos morais e materiais pela forma como a ação foi conduzida. Para ele, a PM foi negligente. "Não dá para aceitar que não teve uma escuta, por exemplo. Eles ouviam o que se passava dentro do apartamento usando um copo", exemplificou. No entanto, o advogado não quis revelar o valor pedido.
Há pouco menos de 10 dias, Lindemberg foi condenado a 98 anos e 10 anos de prisão pelo assassinato de Eloá e outros 11 crimes. Mesmo assim, a mãe da jovem, que na época estava com 15 anos, disse que não perdoa o assassino de sua filha. "Ele teve três anos para me pedir perdão e nunca fez. No dia do julgamento, eu senti que foi a advogada dele quem pediu para Lindemberg me pedir perdão", contou.
Prisão
Além da condenação, Lindemberg também terá que pagar 1.320 dias-multa. Ele não poderá recorrer em liberdade. Durante a leitura da sentença, a juíza Milena Dias considerou que Lindemberg agiu de forma fria e premeditada.
Além do cárcere e assassinato de Eloá, Lindemberg foi condenado por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe contra Nayara Rodrigues da Silva, amiga de Eloá; por outra tentativa de homicídio qualificado, com finalidade de assegurar a execução de outros crimes, contra o policial militar Atos Antonio Valeriano; cárcere privado de Nayara e dos adolescentes, colegas de Eloá, Victor Lopes de Campos e Iago Vilera de Oliveira; cárcere de Ronikson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá; e disparos de arma de fogo.
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