ATENÇÃO - RENOMEIEM O SEU NOME PARA TORNAREM-SE MEMBROS

27/02/2012

ESTADO ESBANJA R$ 1 MILHÃO A UMA AGENCIA FUNDADA POE ALIADO DE CARLOS MEIRELES E QUE TEVE SEU PEDIDO DE CADASTRAMENTO INDEFERIDO PELO PRÓPRIO GOVERNO


Estado pagou R$ 1 milhão a agência fundada por aliado de Carlos Melles

Adebras teve pedido de registro no Cadastro Estadual de Entidades Ambientalistas indeferido pelo governo


Imóvel onde funciona a Adebras, em São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas

Fundada e presidida por ex-assessores do secretário de Estado de Transporte e Obras Públicas, Carlos Melles (DEM), a Agência de Desenvolvimento do Sudoeste Mineiro (Adebras), localizada em São Sebastião do Paraíso, Sul de Minas, firmou R$ 1,107 milhão em convênios com o governo do Estado. As parcerias foram firmadas em 2010, mesmo ano em que Melles assumiu a pasta. Foram realizados dois convênios, três termos de aditamento e um termo de permissão entre a Adebras e a Fhidro (Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado).

O primeiro convênio, de número 1371010402210, cujo objeto é a estruturação e operacionalização da secretaria executiva dos Comitês de Bacia Hidrográficas dos Afluentes Mineiros Médio e Rio Grande, foi feito no valor de R$ 301.850. O segundo convênio, cujo objeto é a execução do zoneamento ambiental das sub bacias hidrográficas dos Afluentes Mineiros Médio e Rio Grande foi orçado em R$ 806.058.

Apesar dos convênios firmados, a agência teve seu pedido de registro no Cadastro Estadual de Entidades Ambientalistas indeferido pelo próprio governo de Minas em agosto passado.Fundada pelo ex-assessor de Melles e hoje deputado estadual Antônio Carlos Arantes (PSC), a Adebras foi alvo, em 2002, de uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR), por supostos crimes de tráfico de influência e improbidade administrativa. Segundo as denúncias, a agência funcionava em um antigo comitê de campanha da então candidata à prefeitura de São Sebastião do Paraíso e esposa do democrata, Marilda Petrus Melles (DEM). Além disso, a agência funcionava como um escritório de lobby de verbas federais para prefeitos que contribuíam para a agência com uma mensalidade.

Pelo trabalho, eram cobradas mensalidades de R$ 500,00 e uma taxa por emenda liberada no governo federal, que variava de 0,7% a 2,5% do dinheiro obtido junto à União. Na época, Melles era ministro de Esportes e Turismo do governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB)Segundo o presidente da Adebras, Francisco Pereira Landi, o secretário de Estado possui apenas ligações políticas com a agência, assim como outras lideranças do Sul de Minas.

Questionado sobre a cobrança de mensalidades a prefeitos da região, ele afirmou que, desde que foi feita a representação na PGR a Adebras não cobra mensalidades ou contribuições de prefeitos. “Não tem mensalidade. Na verdade, as denúncias na época foram um erro de interpretação. Não tem nada a ver. A agência já era independente e o Melles sempre foi uma liderança muito forte.Depois das denúncias ele acabou se afastando da Adebras. Foi um desgaste para ele, para a região e para a agência. Hoje em dia sobrevivemos com ajuda de cooperativas e associações”, explicou o presidente, que confirmou também fazer parte da Cooparaíso, uma das maiores cooperativas de café do país e presidida há mais de 20 anos por Melles.

0 comentários:

Postar um comentário