Caso Serra.Corregedoria está perto de dar parecer sobre futuro de policiais acusados de matar tio e sobrinho
PM analisa expulsão em março
Júri popular contra dois suspeitos, no entanto, não tem data para acontecer
FOTO: CRISTIANO TRAD - 21.2.2011
Reação. Dois dias após as execuções, população teve uma reação inédita à truculência policial e tomou as ruas do bairro e da Afonso Pena
O destino profissional dos cinco policiais militares acusados de assassinar tio e sobrinho, há um ano, no aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, deve ser conhecido em breve. No mês que vem, a Corregedoria da Polícia Militar espera dar um parecer sobre o processo administrativo movido contra os suspeitos. A expectativa dos familiares e amigos de Renilson Veriano da Silva, 39, e Jeferson Coelho da Silva,17, assassinados à queima-roupa com tiros de fuzil, é que os PMs sejam expulsos da corporação.
O processo na Justiça comum, pelo crime de homicídio, ainda não tem previsão de um desfecho. Nesse caso, apenas os soldados Jason Ferreira Paschoalino, 25, e Jonas David Rosa, 24, foram arrolados. Em outubro, ficou determinado que ambos iriam a júri popular, mas a defesa recorreu. Não há data também para quando o recurso será analisado.
"Somente teremos paz quando nós e toda a comunidade tiverem certeza da punição dos culpados", disse o pai de Jeferson, Denílson Silva. Se condenados, Paschoalino e Rosa podem pegar até 33 anos de prisão.
As mortes aconteceram no dia 19 de fevereiro de 2011, em uma ação do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam). Os soldados são acusados de matar à queima-roupa. Na época do crime, moradores do local denunciaram que suspeitos estavam envolvidos com favorecimento no tráfico de drogas. Para justificar as mortes, segundo o Ministério Público Estadual, os militares simularam um falso tiroteio para justificar a ação, que culminou nas mortes.
Houve reação imediata de moradores, que realizaram manifestações na avenida Afonso Pena e exigiram a saída da Rotam do aglomerado. O cabo Fábio Oliveira, 45, também foi preso, na época, por suspeita de participação no crime, mas, segundo o Ministério Público Estadual (MPE), ele se matou na prisão, quatro dias depois. Os outros três militares que respondem a inquérito militar, um tenente, um soldado e um sargento, que não tiveram os nomes divulgados, podem ser condenados por falsidade ideológica e prevaricação. Atualmente, eles trabalham no setor administrativo.
Inocência. O advogado de Jason Paschoalino e Jonas Rosa diz que não há provas contra seus clientes. "Eles participaram de uma troca de tiros", afirma Ricardo Gil Magalhães. Os policiais estão presos em batalhões na região metropolitana.
Nas ruas e nos becos da Vila Marçola, moradores ainda relembram com pesar a tragédia. "Jamais pude imaginar que viveria para ver pessoas de bem morrerem dessa forma", disse a aposentada Maria Dolores, 82. Atualmente, apenas o Grupo Especializado de Policiamento em Área de Risco (Gepar), da 127ª Companhia Especial Região Sul, realiza patrulhamentos no local.
O processo na Justiça comum, pelo crime de homicídio, ainda não tem previsão de um desfecho. Nesse caso, apenas os soldados Jason Ferreira Paschoalino, 25, e Jonas David Rosa, 24, foram arrolados. Em outubro, ficou determinado que ambos iriam a júri popular, mas a defesa recorreu. Não há data também para quando o recurso será analisado.
"Somente teremos paz quando nós e toda a comunidade tiverem certeza da punição dos culpados", disse o pai de Jeferson, Denílson Silva. Se condenados, Paschoalino e Rosa podem pegar até 33 anos de prisão.
As mortes aconteceram no dia 19 de fevereiro de 2011, em uma ação do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam). Os soldados são acusados de matar à queima-roupa. Na época do crime, moradores do local denunciaram que suspeitos estavam envolvidos com favorecimento no tráfico de drogas. Para justificar as mortes, segundo o Ministério Público Estadual, os militares simularam um falso tiroteio para justificar a ação, que culminou nas mortes.
Houve reação imediata de moradores, que realizaram manifestações na avenida Afonso Pena e exigiram a saída da Rotam do aglomerado. O cabo Fábio Oliveira, 45, também foi preso, na época, por suspeita de participação no crime, mas, segundo o Ministério Público Estadual (MPE), ele se matou na prisão, quatro dias depois. Os outros três militares que respondem a inquérito militar, um tenente, um soldado e um sargento, que não tiveram os nomes divulgados, podem ser condenados por falsidade ideológica e prevaricação. Atualmente, eles trabalham no setor administrativo.
Inocência. O advogado de Jason Paschoalino e Jonas Rosa diz que não há provas contra seus clientes. "Eles participaram de uma troca de tiros", afirma Ricardo Gil Magalhães. Os policiais estão presos em batalhões na região metropolitana.
Nas ruas e nos becos da Vila Marçola, moradores ainda relembram com pesar a tragédia. "Jamais pude imaginar que viveria para ver pessoas de bem morrerem dessa forma", disse a aposentada Maria Dolores, 82. Atualmente, apenas o Grupo Especializado de Policiamento em Área de Risco (Gepar), da 127ª Companhia Especial Região Sul, realiza patrulhamentos no local.

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