ATENÇÃO - RENOMEIEM O SEU NOME PARA TORNAREM-SE MEMBROS

18/01/2012

VEREADORES DE BELO HORIZONTE COM MOTIVOS DE SOBRA PARA COMEMORAREM AUMENTO DE SALÁRIO

Muito café e açúcar para brindar salário mais alto

Câmara Municipal de Belo Horizonte compra 3,1 toneladas de pó de café e 5 de açúcar para os próximos 12 meses

renato cobucci
marcio lacerda


Os vereadores de Belo Horizonte aguardam, com ansiedade, a definição sobre o reajuste de 61,8%, nos próprios salários, a partir de 2013. Enquanto o prefeito Marcio Lacerda (PSB) não se posiciona sobre a questão, a Câmara confirmou a compra de 3,1 toneladas de pó de café e de cinco toneladas de açúcar para abastecer a Casa, durante os próximos 12 meses. A quantidade é suficiente para ‘controlar os nervos’ dos vereadores e encher 2.780 xícaras de cafezinho, por dia útil, até o final do ano.



Conforme o site Café Point – portal voltado para a cadeia produtiva cafeeira – 100 gramas de pó de café rendem um litro da “tradicional bebida brasileira”. Em 2010, o consumo per capita de café no Brasil atingiu 4,81 quilos. Já o de açúcar ficou em 54,8. Segundo a assessoria da Câmara, são consumidos 278 quilos de pó de café por mês (13,9 quilos por dia útil) e 470 quilos de açúcar (23 kg/dia). A Câmara diz ainda que as quantidades são baseadas na “média histórica” de consumo.


Até o dia esta terça-feira (17), o almoxarifado da Casa possuía 170 quilos de açúcar e 158 de café. O montante, segundo o Legislativo, é suficiente para suprir as necessidades da Câmara até o novo contrato passar a valer. A Casa justifica o consumo, argumentando que é disponibilizado café para as pessoas que procuram o chamado ‘ Núcleo de Cidadania’, instalado no Legislativo. Além disso, os frequentadores do ‘restaurante popular’, instalado no local, também tomariam a bebida.


O edital, lançado pela Câmara, especificava as características e quantidades dos produtos. O lote 1 era composto por mil unidades de “açúcar branco, isento de sujidades, parasitas, embaladas automaticamente em pacotes de cinco quilos”.


No lote 2 estava os 6.240 pacotes com 500 gramas de “café em pó homogêneo, torrado e moído, embalados em atmosfera inertizada ou a vácuo, em pacotes individuais com 500 gramas, predominantemente arábica, admitindo-se blend com no máximo 30% de robusta (conillon)”. Além disso, o pó deveria ter sabor “suave e intenso”.


O edital da licitação apontava que o vencedor seria quem oferecesse o menor preço. A empresa Multicom Comércio Múltiplo de Alimentos ganhou o certame, oferecendo o preço de R$ 8,25 para cada pacote de açúcar de cinco quilos (R$ 8.250 no total) e de R$ 5,20 para o de café (totalizando R$ 32.448). O edital determinava que fossem entregues “cerca” de 520 embalagens de café “no primeiro dia útil de cada mês” na Câmara. Já o de açúcar teve a entrega dividida em quatro remessas de 250 pacotes nos meses de janeiro, abril, julho e outubro.


Em novembro de 2010, a Câmara realizou o mesmo pregão para adquirir os dois produtos, só que a quantidade do café era maior: 3,9 toneladas. Na época, a Multicom também venceu a disputa, oferecendo o preço de R$ 8,50 pelo pacote de cinco quilos de açúcar e R$ 3,78 pelo pacote de 250 gramas de café.

0 comentários:

Postar um comentário