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FOTO: Samuel Aguiar |
RAPHAEL RAMOS E LUCIENE CÂMARA
Jornal Super Notícia
MINIENTREVISTA
´Foi uma mistura de emoção, apreensão e adrenalina.´
Gustavo Martins
Tenente da Polícia Militar
Quem chamou a polícia?A gente estava no bairro fazendo um patrulhamento de rotina quando uma senhora acenou para a viatura. Ela estava desesperada e dizia
Tenente da Polícia Militar
Quem chamou a polícia?A gente estava no bairro fazendo um patrulhamento de rotina quando uma senhora acenou para a viatura. Ela estava desesperada e dizia
que seu filho estava num prédio com risco de desabamento.
E qual o cenário que os senhores encontraram? Havia uma grande trinca na rua. Chegamos ao prédio e fomos informados de que duas crianças estavam trancadas num apartamento no segundo andar. Lembrei-me do meu filho de 1 ano. Notamos que a estrutura do prédio estava comprometida, mas não tivemos outra escolha senão entrar, mesmo correndo risco.
E os moradores? Batemos nas portas e arrombamos algumas. Tiramos quase todos de lá. Alguns queriam voltar para pegar celulares, mas impedimos. As pessoas gritavam. Retiramos as duas crianças presas. Acho que o prédio desabou depois de uns 10 ou 15 segundos.
O que o senhor sentiu ao evitar uma tragédia ainda maior? Primeiro, pensei no risco que corremos. Depois, vi a felicidade de quem saiu e a tristeza de quem perdeu o lugar onde mora. Foi uma mistura de emoção, apreensão e adrenalina no sangue. (RRo)
E qual o cenário que os senhores encontraram? Havia uma grande trinca na rua. Chegamos ao prédio e fomos informados de que duas crianças estavam trancadas num apartamento no segundo andar. Lembrei-me do meu filho de 1 ano. Notamos que a estrutura do prédio estava comprometida, mas não tivemos outra escolha senão entrar, mesmo correndo risco.
E os moradores? Batemos nas portas e arrombamos algumas. Tiramos quase todos de lá. Alguns queriam voltar para pegar celulares, mas impedimos. As pessoas gritavam. Retiramos as duas crianças presas. Acho que o prédio desabou depois de uns 10 ou 15 segundos.
O que o senhor sentiu ao evitar uma tragédia ainda maior? Primeiro, pensei no risco que corremos. Depois, vi a felicidade de quem saiu e a tristeza de quem perdeu o lugar onde mora. Foi uma mistura de emoção, apreensão e adrenalina no sangue. (RRo)
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