Casa pode convocar
até o fim do mês suplentes para substituir vereadores que continuam a
receber os vencimentos apesar de afastados sob acusação de cobrar
propina para o Boulevard Shopping
Publicação: Jornal Estado de Minas
Publicação: Jornal Estado de Minas
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| Vereador Hugo Thomé é acusado de ter se benefiado para a construção do Boulevard Shopping |
Além
dos gastos que provocam indignação na população, a Câmara Municipal
pode ter que pagar mais dois salários, elevando a folha de pagamento dos
atuais 41 para 43 vereadores. Os vereadores Hugo Thomé (PMN) e Carlúcio
(PR) estão afastados desde 1º de dezembro do ano passado, e a decisão
judicial prevê o afastamento até o fim deste mês, quando vence o prazo
de 60 dias. Com o fim do prazo, a Câmara deve convocar os suplentes.
Nesse intervalo de dois meses, Carlúcio e Thomé continuaram recebendo o
salário, além de terem a estrutura de gabinete intacta. Com a chegada
dos suplentes, eles perderão os funcionários, mas continuarão a embolsar
o vencimento.
O prazo não pode ser prolongado e, de acordo com o regimento interno da Câmara, após 60 dias os suplentes devem ser convocados. Thomé e Carlúcio são acusados de improbidade administrativa, por intermediarem negociações de cobrança de propina para aprovar o Projeto de Lei 1.600/2008, que autorizava a ampliação da área de construção do Boulevard Shopping, na Região Leste, conforme revelou com exclusividade o Estado de Minas em 2009.
A decisão do juiz da 3ª Vara da Fazenda Municipal, Alyrio Ramos, prevê o afastamento por tempo indeterminado. Além dos dois, o ele já havia decretado a quebra do sigilo fiscal de oito acusados. Três deles estão no exercício do mandado – Geraldo Félix (PMDB), Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB) e Alberto Rodrigues (PV) – e cinco são ex-vereadores – Reinaldo Lima (PV), Valdivino Pereira de Aquino (PTC), Vinícius Dantas (PT), Índio (PTN) e Sérgio Silva Balbino (PRP), que, como suplente, está impedido de assumir mandato em caso de vacância.
O prazo não pode ser prolongado e, de acordo com o regimento interno da Câmara, após 60 dias os suplentes devem ser convocados. Thomé e Carlúcio são acusados de improbidade administrativa, por intermediarem negociações de cobrança de propina para aprovar o Projeto de Lei 1.600/2008, que autorizava a ampliação da área de construção do Boulevard Shopping, na Região Leste, conforme revelou com exclusividade o Estado de Minas em 2009.
A decisão do juiz da 3ª Vara da Fazenda Municipal, Alyrio Ramos, prevê o afastamento por tempo indeterminado. Além dos dois, o ele já havia decretado a quebra do sigilo fiscal de oito acusados. Três deles estão no exercício do mandado – Geraldo Félix (PMDB), Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB) e Alberto Rodrigues (PV) – e cinco são ex-vereadores – Reinaldo Lima (PV), Valdivino Pereira de Aquino (PTC), Vinícius Dantas (PT), Índio (PTN) e Sérgio Silva Balbino (PRP), que, como suplente, está impedido de assumir mandato em caso de vacância.

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