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26/01/2012

BANDEIRINHAS - Posto policial fica às moscas

Inauguração aconteceu no dia 8 de dezembro do ano passado
Publicado no Super Notícia em 26/01/2012
LISLEY ALVARENGA
cidades@otempobetim.com.br
FOTO: NELSON BATISTA
Segundo denúncias, unidade inaugurada no início de dezembro do ano passado continua fechada
NELSON BATISTA
Segundo denúncias, unidade inaugurada no início de dezembro do ano passado continua fechada
Dois meses após ser inaugurado pela Prefeitura de Betim e pela Polícia Militar, o que ocorreu no dia 8 de dezembro do ano passado, o posto policial do Bandeirinhas, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, continua entregue às moscas. Pelo menos é o que constatou a reportagem do Super depois de investigar as várias denúncias de moradores e autoridades locais.

Apesar de ter sido uma promessa de campanha da atual administração municipal - e a implantação da unidade se deu depois de muita pressão da população local -, moradores alegam que a instalação do posto gerou apenas gastos públicos desnecessários. "É desrespeitoso gastar tanto dinheiro para uma obra não ser usada efetivamente. Na época da inauguração, até funcionava, mas não havia policiais nem viaturas. Quando a gente precisava de um serviço, não podia ser atendido. Na semana passada, liguei para a polícia dizendo que tinha um pessoal usando droga no bar do meu filho. Estou esperando até hoje. Seria melhor se o posto nem tivesse sido construído", afirma Geralda Cardoso, moradora do Bandeirinhas há 12 anos. Outra moradora revoltada é Silvana Teles. "É um absurdo. A prefeitura gastou muito dinheiro por nada. O posto já foi inaugurado sem condições de uso. Então por que resolveram abri-lo? Para nos enganar? Só pode ser. A segurança no bairro beneficiaria toda a região", lamenta.

A reportagem entrou em contato com os responsáveis pela unidade, no 33º Batalhão da Polícia Militar, mas, segundo militares do local, o expedinte deles já havia se encerrado, às 13h.
Aberto sem estrutura
Além de ter sido alvo de um tiroteio quatro dias depois de ser inaugurado, na época em que o posto foi aberto, segundo policiais afirmaram, ele não possuía infraestrutura. "Estamos sem internet para registrar as ocorrências, fogão, geladeira e até água para beber", informou um policial, em dezembro de 2012, ao se queixar da falta de segurança.

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